14 de janeiro de 2014

IPK CRESCE 150% EM DOIS ANOS E COBRE AUMENTO DE CUSTO DOS ÔNIBUS NO RIO! NÚMEROS OFICIAIS!

1. No fim de dezembro este Ex-Blog postou nota questionando o aumento do preço das passagens de ônibus na cidade do Rio em 2014. Se os custos (combustível, pessoal, materiais…) cresceram na media da inflação, por outro lado, a prefeitura vem adotando medidas que aumentam o IPK (índice de passageiros por KM). O reajuste da tarifa, como se sabe, é uma multiplicação dos custos pelo IPK.

2. Medidas como BRT, corredores exclusivos, proibição de vans, corte de linhas, etc., aumentam o número de passageiros nos ônibus e, portanto, o IPK.

3. Em 25 de junho de 2013, o vereador Cesar Maia apresentou, à prefeitura do Rio, Requerimento de Informação pedindo os dados oficiais sobre o IPK nos últimos anos. A secretaria municipal de transportes informou no segundo semestre e, finalmente, o gabinete do prefeito encaminhou a resposta agora em janeiro de 2014.

4. Os números informados -oficialmente- deixam de forma absolutamente transparente o enorme crescimento do IPK entre 2011 e 2013. O IPK dos Passageiros Pagantes em 2011 era 0,548. O IPK dos Passageiros Pagantes em 2012 passou a 1,177. Finalmente, o IPK dos Passageiros Pagantes em 2013 (medido até a metade do ano) atingiu 1,356.

5. Dessa forma, o IPK cresceu 147%, praticamente 150%, confirmando os estudos que este Ex-Blog realizou e divulgou. Então, antes de qualquer precipitação para aumentar a tarifa de ônibus, a prefeitura do Rio deve demonstrar que o crescimento do IPK não foi suficiente para cobrir o aumento dos custos.

6. De qualquer maneira, seria um absurdo reajustar as taifas pela inflação. Mais provável é que o crescimento do IPK tenha coberto o aumento dos custos, tornando desnecessário o aumento das tarifas.

7. Em outro Requerimento de Informação, o vereador Cesar Maia perguntou a que valor os 20 centavos não reajustados em junho corresponderia em faturamento das empresas de ônibus. A resposta foi: corresponderiam a R$ 180 milhões em 2013. Numa conta simples, dividindo a tarifa de 2,75 pelos 0,20 centavos e multiplicando pelos 180 milhões correspondentes aos 20 centavos, concluiríamos que o faturamento das empresas de ônibus em 2013 seria de pelo menos 2 bilhões e 475 milhões de reais.

8. Esse número fica abaixo do projetado para 2013, multiplicando a tarifa pelo número de pagantes (pelo menos 960 milhões no ano), o que daria R$ 2,6 bilhões, supondo que todas as tarifas fossem a básica, o que não é verdade. Ajustando em 15% para uma tarifa média,  chegaríamos a um faturamento do sistema de, pelo menos, R$ 3 bilhões.

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COISAS DO ARQUITETO ESPANHOL SANTIAGO CALATRAVA!

1. O vereador Cesar Maia fez dois requerimentos de informação perguntando quanto o arquiteto espanhol Santiago Calatrava havia recebido pelo projeto do Museu do Amanhã, no Píer da Praça Mauá. A Fundação Roberto Marinho respondeu que cabia à Prefeitura do Rio informar. A Prefeitura do Rio respondeu que cabia à Fundação Roberto Marinho informar.  Resultado: o valor recebido por Calatrava ainda é um mistério.

2. (Globo, 14) Veneza e Valência contra Calatrava. Ponte e complexo cultural projetados por arquiteto espanhol têm problemas estruturais. No Rio, o arquiteto assina o projeto do Museu do Amanhã, que está sendo erguido como parte do projeto Porto Maravilha e com o apoio da Fundação Roberto Marinho.

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CALATRAVA NO MUSEU DO RIO E NA GARE DE LIÈGE!

1. Museu do Amanhã, no Rio.

2. Estação ferroviária de Liège. 1 e 2.

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ISRAEL: DESTAQUE EM ALTA TECNOLOGIA!

(Jorge Castro – Clarín, 12) 1.  O rápido crescimento da plataforma global de computação (“cloud computing” / “a nuvem”), nos últimos cinco anos, revelado pelo boom dos telefones celulares (smartphones), mudou a natureza da indústria de alta tecnologia e concedeu a seus núcleos decisivos – entre eles, Israel – um poderio qualitativamente superior.  A estrutura de custos da indústria de alta tecnologia (high tech) cai 20% / 30% por ano e no horizonte da “nuvem”, isso pode chegar a quase zero (0%).

2. O surgimento da “nuvem” significa para Israel ter deixado para trás sua condição de inovador primário (“nação start-up”), dotado de uma extraordinária capacidade de criação de novos negócios, mas geralmente de curta duração, prontas para serem compradas por grandes empresas dos EUA (Apple, Cisco, Google, Intel, HP). Atualmente tornou-se um gerador de empresas próprias de projeção global, o que coloca Tel Aviv no mesmo patamar, apenas um pouco menor do que o Vale do Silício.

3. Israel investe 4,3% do PIB no desenvolvimento científico e tecnológico (I & D), o dobro da média da OCDE (1,8%) e os investimentos estrangeiros de alta tecnologia alcançaram 11 bilhões de dólares nos últimos 10 anos, duas vezes o obtido pela Índia, e metade do investido pela China, e todas as grandes empresas de alta tecnologia dos EUA levaram laboratórios de pesquisa e desenvolvimento para o território de Israel.

4. A Indústria israelense de alta tecnologia é focada em telecomunicações, principalmente em aplicações móveis, e sua especialização principal é tecnologia ligada à segurança da comunicação (segurança cibernética). Todo este complexo, incluindo a “Unidade 8200″, mudou-se agora para o deserto de Negev, com eixo na Universidade de Beersheba, perto de Eilat, no Mar Vermelho.

5. O objetivo é fazer com que Israel se transforme em líder da segurança cibernética do mundo, abrangendo nesse papel de vanguarda as indústrias adjacentes. Na política internacional do século XXI, o poder não depende de território, população, arsenais militares ou produto bruto. Israel também é um ator global, somente com 8 milhões de pessoas, mas que lidera uma das principais correntes do século.