23 de novembro de 2017
PRÉ-SAL: NOVO IMPACTO DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO NA ECONOMIA BRASILEIRA!
(JN, 20) 1. Analistas do mercado de trabalho estimam que a indústria do petróleo vai ajudar a produzir meio milhão de empregos nos próximos cinco anos, principalmente por causa do pré-sal.
2. Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio. Todos os dias, centenas de passageiros se apresentam para o embarque: trabalhadores do petróleo. Antes de fazer a reportagem, a gente precisa vestir um macacão, que é um equipamento de segurança. Decolamos em direção ao Campo de Lula, na Bacia de Santos.
3. Cerca de 500 pilotos e copilotos de helicóptero trabalham nessa indústria, além de centenas de comissários, técnicos e mecânicos de aeronave. Uma hora e dez minutos depois, vemos o navio-plataforma Cidade de Itaguaí, um gigante do tamanho de três campos de futebol.
4. E 20 plataformas como ela devem entrar em operação no pré-sal até 2021. Cada uma pode produzir 150 mil barris de petróleo por dia. O navio é conectado a seis poços produtores. As reservas estão a sete quilômetros de profundidade.
5. O navio é todo dividido em módulos. Tem uma unidade geradora de energia elétrica capaz de iluminar uma cidade de 250 mil habitantes. Dentro tem mais de 21 mil equipamentos, quase todos controlados à distância. Por isso, são necessários profissionais altamente especializados: engenheiros, mecânicos, técnicos em eletrônica, gente disposta a passar todo o mês, duas semanas longe de casa.
6. No coração do navio tem engenheiros e técnicos; no convés, equipes de emergência e de manutenção. O pessoal da pintura luta contra a ferrugem. Um batalhão que precisa comer: são 40 mil refeições por ano. O Zé Ricardo lava a louça. “Vale a pena porque a gente está levando sustento para casa”, conta.
7. Nos últimos anos, o setor já perdeu quase meio milhão de empregos, mas leilões de novas áreas de exploração devem aquecer o mercado. “Para cada US$ 1 bilhão em investimento, 25 mil e poucos empregos são gerados. Então a gente imagina, fazendo uma conta rápida, que nos próximos cinco anos, não é de forma linear, mas a gente vai ter aí perto de 500 mil empregos novos sendo gerados”, explica Cláudio Makarovsky, diretor da Abespetro, a Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Petróleo.