16 de agosto de 2018

RELATÓRIO DA APRESENTAÇÃO DO LIVRO DE CESAR ZUCCO E DAVID SAMUELS SOBRE PARTIDOS POLÍTICOS NO BRASIL! 

Por Antônio Mariano presidente da juventude do DEM-RJ – 14 de agosto na Livraria Blooks.

Partidos importam minimamente para os políticos.

Nos últimos 30 anos, há uma parcela significativa da população que diz sentir simpatia por algum partido. A curva do PT foi crescente e do PSDB decrescente.
Os mesmos atributos encontrados em pessoas partidárias, são encontradas em pessoas não partidárias, mas ao contrário.

Se você é partidário e não tem opinião sobre algum tema, muito provavelmente terá a mesma opinião do partido.

A Argentina tem a maior média de antipartidários no mundo. A média mundial é de 46% da população.

Não existem diferenças claras entre petistas e anti-petistas quando observamos o perfil socioeconômico.

Todo petista é lulista, mas nem todo lulista é petista.

Petista geralmente é engajado politicamente e na sociedade civil organizada. Mas os lulistas não.

O partidarismo sobe e desce em função da economia.

Se um grupo quiser ganhar uma eleição e não estiver em um partido, terá de fazer um grande esforço para conseguir convencer a população a pagar esse preço. Apenas o PODEMOS, na Espanha, conseguiu fazer isso.

Antipartidário no Brasil não necessariamente anula o voto. Ele não foge da política.
Nada indica que Bolsonaro carrega seus votos e transforma como uma organização no longo prazo. Está mais para fenômeno eleitoral.

Há 20 anos que a média ideológica não muda no Brasil. De 0 e 10, sempre fica em torno de algo entre 5 e 6.

Se você não identificar atitudes como petistas ou tucanas, o nível de discordância entre petistas e não petistas cai muito.

Entre 2013 e 2016, PT perdeu filiados e simpatizantes. Mas desde que passou para a oposição, a curva volta a crescer.

Lula talvez só consiga transferir metade de seus votos.