16 de maio de 2014

AVALIAÇÃO DOS PADRINHOS POLÍTICOS NO RIO!

1. Pesquisa (GPP) realizada no Estado do Rio, no final de abril, avaliou o peso dos padrinhos políticos nas eleições de 2014. A pergunta foi: “A chance de você votar num candidato a presidente aumenta, diminui ou não muda, se ele for apoiado por…?”

2. Fernando Henrique Cardoso: Aumenta: 22,4%, Diminui 27,5%, Não muda/não sabe 50,1%.

3. Lula: Aumenta: 43,7%, Diminui 23,3%, Não muda/não sabe: 33%.

4. Fazendo hoje uma avaliação do governo de Fernando Henrique Cardoso, você diria que seu governo foi:

Ótimo+Bom 29,6%, Ruim+Péssimo 23,8%, Regular 32,3%.

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ENGENHEIRO E GEÓLOGO DISCUTEM O USO DO TATUZÃO EM IPANEMA E OS RISCOS!

(Engenheiro AR e Geólogo LM / ERJ) 1. O solo de Ipanema é arenoso com lençol freático por baixo. O Tatuzão só trabalharia em segurança em solo de argila e a 40 metros embaixo do nível do piso da rua. A mínima margem de segurança seria de 25 metros abaixo da superfície. Mas, ele vem operando a 12 metros e por estar tão acima do limite mínimo e que as redes elétricas, de esgoto, luz, net, etc., foram trocadas e ainda volta e meia são rompidas. Parece que abaixo dos 12 metros só existe água salobra, o que inviabilizaria a passagem do Tatuzão, dentro das mínimas margens de segurança. Deveria ser escavado em paredes diafragma, método que já foi amplamente utilizado nas obras de metrô em terrenos instáveis. Qualquer criança mais esperta pode entender esses fatos. Menos “eles” (???). Por quê??? Vamos ver o que a perícia técnica vai dizer… Por enquanto é somente silêncio.

2. A demorada desculpa do vazamento de água de rede atingida pelas obras demorou muito a chegar à imprensa porque os técnicos demoraram a se refazer do susto que todos levaram no Dia das Mães e precisaram pensar muito para forjar uma tese que desvie a atenção do enorme perigo dessa obra. O  terreno arenoso ao nível do mar (lençol freático raso) desaconselha, desde o século passado, um túnel de metrô desse tipo, e acrescente-se a  suspeita compra do tatuzão com $100 milhões do tesouro do povo.

3. E também o dilema, a desmoralização técnica e financeira em termos de prejuízo, ao ter possivelmente que admitir agora, publicamente, nessa fase do projeto, que esse trabalho foi concebido para ser realizado por um método construtivo inadequado para as condições existentes em Ipanema, de subsolo arenoso e instável, com intenso e baixo lençol freático, seria um tiro no pé, com repercussões danosas e incalculáveis para o Consórcio, para os órgãos técnicos fiscalizadores, para os governantes e para a política do Estado do Rio. Um atestado de má fé com incompetência. Daí a demora de uma avaliação técnica do problema. “Estão pensando” como sair dessa…

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A VIOLÊNCIA, O BRUTALISMO, TEM QUE ENTRAR NA AGENDA DOS CANDIDATOS!

(André Singer – Folha de SP, 10) 1. O que está acontecendo no Brasil? Cabeças cortadas em presídios, mulheres arrastadas até a morte, linchamentos malucos que viram parte do cotidiano. É certo que o país sempre foi muito violento por baixo da capa cordial, terna e alegre –verdadeira, mas parcial–, usada para construir uma ideologia adequada aos trópicos. Só que agora a brutalidade parece exacerbada.

2. O que torna estranho o aumento do brutalismo,  é que houve, na última década, uma evidente, ainda que moderada, melhoria das condições sociais.  Pode-se argumentar que tais avanços significam pouco em face do tamanho da pobreza e da desigualdade brasileiras, o que não deixa, também, de ser verdade. Porém deve-se considerar que tendo conseguido mantê-los ao longo de toda uma década, os efeitos são cumulativos. A esta altura já existe toda uma geração formada em ambiente menos excludente.

3. Por que, então, os traços de barbárie social, nos quais é possível enxergar a perversidade específica que a escravidão legou, não vão sendo atenuados? É como se em um contexto de lento desafogo, as relações fossem tomadas por uma onda barbarizante, quando se esperava um progresso civilizatório, mesmo que incremental. Com sinceridade, não sei responder à pergunta.

4. Estou convicto de apenas uma coisa: é preciso politizar o problema. Os candidatos e os partidos precisam por a questão da violência em suas agendas. O Estado deve desenhar novas políticas públicas a respeito. As instituições e organizações da sociedade que estiverem do lado da civilização precisam refletir a atuar sobre o assunto. O pior que pode acontecer é deixarmos a brutalidade se naturalizar, enquanto cada um se esconde em casa, tentando fingir que o mundo lá fora não existe.

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AS DEZ MELHORES PRAÇAS DO MUNDO!

(EL PAÍS, 15) 1. PRAÇA DO MERCADO (CRACÓVIA, POLÔNIA) / 2. PRAÇA DE SÃO MARCOS (VENEZA) / 3. PRAÇA VERMELHA (MOSCOU) / 4. PRAÇA STANISLAS (NANCY, FRANÇA) / 5. PRAÇA MAIOR DE SALAMANCA (ESPANHA) / 6. PRAÇA DA CIDADE ANTIGA (PRAGA) / 7. GROTE MARKT (AMBERES, BÉLGICA) / 8. EL ZÓCALO (MÉXICO DF) / 9. PRAÇA DO IMÁN (ISFAHÁN, IRÃ) / 10. DJEM’A EL-FNA (MARRAQUECH).

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VENDAS DE IMÓVEIS RESIDENCIAIS: MENOS 45,3% EM S. PAULO!

(Estado de SP, 15) 1. Os negócios imobiliários na capital paulista esfriaram nos primeiros meses do ano. As vendas de imóveis residenciais novos somaram 3.755 unidades no primeiro trimestre de 2014, resultado que representa uma queda de 45,3% em relação a igual intervalo de 2013. Nesse período, os lançamentos totalizaram 3.908 unidades, redução de 26,6%, de acordo com pesquisa divulgada pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), nesta quarta-feira, 14.

2. No mês de março, as vendas chegaram a 1.744 unidades, queda de 57,3% em relação a março de 2013. Os lançamentos totalizaram 2.555 unidades, redução de 10,2%. Os resultados mais fracos provavelmente estão ligados às incertezas quanto aos rumos da economia nacional, com perspectivas de queda do Produto Interno Bruto (PIB) e pressão inflacionária, na avaliação de Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.