18 de janeiro de 2013

PREFEITURA DO RIO: DECRETO CENTRALIZA COMPRAS E SERVIÇOS! MAS… CUIDADO!

1. A prefeitura do Rio publicou em 16/12/2012 o decreto 31.587, determinando, a todos os órgãos, que devem aderir ao pregão centralizado pela secretaria de administração de bens e serviços. Mas o artigo 3 diz que se um órgão tiver preço menor em licitação anterior feita, deve comunicar a secretaria de administração. Mas as coisas não estão correndo assim.

2. Um exemplo é o do vale-refeição, vale-alimentação, pelo menos na Comlurb. O valor menor anterior não produziu efeitos e a secretaria de administração passou o contrato para a multinacional francesa Sodexo, a preço maior. Um esquecimento? Um erro?

3. Bem, para não vir uma ação responsabilizando o secretário, seria bom abrir todas as informações prestadas pelos órgãos, a começar por essa da Comlurb. E se o órgão tiver preço menor e não informar? Bem, aí a responsabilidade cairá sobre os dirigentes deste órgão, seja secretaria, fundação, autarquia ou empresa.

4. Conheça o decreto e o preço referido para administração de vale-refeição e vale-alimentação.

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NOTAS CULTURAIS CARIOCAS! GLOBO, 17/01/2013.

1. Biblioteca Nacional fecha as portas contra o calor. Servidores fazem paralisação por um dia para pedir ar condicionado. Visitação caiu 30% na primeira quinzena.

2. Centro cultural em Ipanema fica no sonho. Doado ainda em vida pelo produtor Guilherme Araújo, imóvel completa seis anos sem uso pelo estado.

3. (coluna Ancelmo) Completam-se três meses que a Lona Cultural Hermeto Pascoal, em Bangu, está fechada para shows. As chuvas de outubro causaram danos e nada foi reparado pela prefeitura do Rio.

4. (coluna Ancelmo) A chuva causou estrago no Centro Cultural Cartola, no Morro da Mangueira. O forro do teto caiu e a água inundou os equipamentos.

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DESTAQUES DA REUNIÃO DA FAES-PP/ESPANHA COM UPLA (UNIÃO DE PARTIDOS LATINO-AMERICANOS) EM SANTIAGO DO CHILE 10-11/01/2013!

1. Hoje se quer levar a política como uma atividade técnica, o que desintegra a política.  Conflitos de valores são também parte da política. Há que alimentar a política com ideias. Que a política volte a ser um espaço para as ideias. As ideias estão perdendo peso na política. Um desvio é tomar a política como comunicação. Outro desvio é a política de governo ser vista como administração das coisas. Outro desvio é a sentimentalização do discurso político, sua manipulação.

2. Essa sensação que as ideologias se aproximam, inibe desenvolver ideias e comparar modelos e ideias.  A crise de valores impactou a política. Há uma sensação de mal estar nas democracias, o que é grave. Há que reforçar a democracia representativa.  As pessoas não votam por programas, mas por relatos, por projetos.  A direita não prioriza o campo da Cultura como a esquerda o faz, mas o da Economia. As ideias não caminham sozinhas. Precisam de pregadores. A direita não forma pregadores.

3. Faltou base institucional para o Euro como moeda única. EUA reagiu melhor porque tem comando unitário. Desafio político: como administrar as expectativas. Crise global não atingiu sistema financeiro chileno, mas criou um clima de insegurança. Chile tem TLC com 90 países e 90% das exportações chegam a eles.

4. Sapatero, chefe de governo da Espanha, estava muito popular e, por isso mesmo, a prioridade foi centrar a critica nele (Da mesma forma deve-se fazer com Lula e Bachelet agora). Desenvolvimento depende das instituições. Chile tem instituições estáveis.  A democracia não é um sistema de regras formais, mas um sistema de valores. Se a Constituição não tem uma base de valores, não é uma constituição. Latinbarometro: só 32% confiam em seus parlamentos na AL. Devemos ter convicções. Não legislar pelos que gritam mais alto. Subir nas pesquisas não pode ser um objetivo político. Parlamentos devem buscar consensos onde for possível. Estimular a confiança nos Parlamentos deve ser um objetivo político hoje. Partido no governo, hoje, são administradores do poder.

5. O que favorece o populismo é o vazio de argumentos. As redes sociais Impedem o microclima parlamentar. Mas isso não quer dizer substituir os parlamentos. União dos afins foi o grande sucesso do PP, unificando partidos com ideias afins. PSOE deixou de ser um partido no governo e passou a ser um Regime o que desdobrou em desvios e corrupção. Para ganhar é necessário um partido, uma ideia e um líder.

6. PP uniu todos os que estavam à direita da esquerda, numa mesma sigla. União foi um projeto comum.  As ideias nos distinguem. Fomos e somos uma alternativa. Ser melhores gestores dos paradigmas da esquerda, desmontando os mitos da esquerda. Para ganhar da esquerda não há que se parecer com a esquerda.  Esquerda sabe manipular os sentimentos.  Devolver o protagonismo às pessoas.

7. Países latino-americanos crescem com o que têm (matérias primas,…) e não com o que fazem (produtividade). Competitividade está estancada. Uma nova classe média cresceu, mas sem voz politica e os políticos não a estão interpretando.  Hoje há um monte de palavras, mas não há um RELATO (projeto). Consumimos mais história do que criamos.

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DUAS NOVIDADES NO PROGRAMA NACIONAL DO PV!

1. Gabeira abre com a história do PV, fala do futuro e se coloca à disposição do partido. Ou seja: se coloca a disposição para uma candidatura presidencial. Marina deixou mágoas no PV, que abriu as portas, mudou o estatuto, que ficou omisso em relação à questão homossexual (que Gabeira cita no programa), teve uma bela votação usando a grife PV e depois saiu “à francesa”. Agora Gabeira volta para buscar o eleitor que foi com a Marina.

2. A vice-prefeita de Salvador, Celia Sacramento, negra e ambientalista, teve um espaço semelhante ao de Gabeira, apresentando-se como originária de movimentos sociais. Destacou os dois temas e deixou a nítida ideia de que é candidata a governadora da Bahia em 2014.

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O RIOCARD E AS ESCOLAS MUNICIPAIS: GRAVES PROBLEMAS QUE SE AVOLUMAM!

(Professores A, B, C…) 1. Uma máxima prioridade deve ser o fim do Riocard ou uma alternativa que funcione. Somos professores/ativos da rede municipal (entre 15 e 20 anos de regência). Em conversas com nossos alunos sobre a importância da escola, as faltas que crescem…, eles sempre apontam como principal responsável esse “maldito Riocard”.

2. O aluno perde o cartão; a escola fica sem luz (não recarrega); o cartão é furtado. A segunda via é sempre um grande transtorno (precisa do responsável/que muitas vezes trabalha). No mínimo mais de uma semana de faltas. Por que não há algo provisório nesse intervalo?  Além disso, a segunda via é cobrada.

3. Alguns alunos tomam conta de irmão menor e quando alguém fica doente e ficam dias ou semanas sem comparecer, o retorno é sempre mais complicado por causa desse Riocard. Alguns alunos com as faltas ficam desestimulados com a escola. O retorno seria automático não fosse esse Riocard.

4. Seguramente, se o aluno está uniformizado, não vemos a necessidade de o aluno portar o Riocard. Acreditamos que a portabilidade obrigatória do Riocard colabore com a evasão escolar. Um cartão provisório que a própria escola daria, amenizaria.

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“PARTIDO X” OU “WIKIGOVERNO”: M15 –MOVIMENTO DOS INDIGNADOS DA ESPANHA- MOBILIZA IDEIAS PARA LEVAR AO CONSELHO DE MINISTROS E AO PARLAMENTO!

(El País, 16) 1. O Partido X apresenta hoje (16) seu primeiro calendário de ações online para construir o seu programa. A nova formação política, composta de defensores da cultura livre na Internet e seguidores do 15-M, abre a partir dessa manhã sua ideologia de regeneração democrática e a participação da sociedade civil. Convida os cidadãos a ler as suas propostas iniciais sobre o “wikigoverno”, direito a voto permanente e transparência na administração pública, para que  possam “sugerir melhorias e dar opiniões”. No dia 10 de fevereiro será encerrado o período de contribuições e o partido espera ter um texto sólido, avaliado e discutido na Internet, para o início de março.

2. O Partido X defende uma maior participação dos cidadãos no governo. Eles defendem o uso da internet para encontrar fórmulas de “wikigoverno”; argumentam que existe tecnologia para que os cidadãos colaborem de forma transparente com os Parlamentos (porque podem influenciar multinacionais ou bancos e não podem fazer os cidadãos especialistas em questões que dizem respeito às Câmaras? se perguntam); além disso, através das “wikilegislações”, questionam porque os cidadãos podem intervir mais através de referendos e iniciativas legislativas populares.

3. Essa formação, lançada no último dia 08 de janeiro, anunciou um cronograma de seis etapas (ou xeque, “peça por peça até xeque-mate”) em seu site: apresentação do texto de partida (16 de Janeiro), fase de documentação e reflexão para aqueles que querem contribuir (de 16 a 29 de janeiro); propostas e opiniões (de 29 janeiro até 10 fevereiro), tempo para colocar o material recebido em ordem (de 10 de fevereiro até o final do mês); no início de março publicariam o texto definitivo da pedra fundamental do seu programa, Democracia e ponto; e como ponto culminante, pretendem que seu texto chegue na reunião do Conselho de Ministros do dia 5 de abril.