19 de maio de 2015

AVALIAÇÃO DE DILMA, DE LULA E A INFLAÇÃO!

Pesquisa GPP na cidade do Rio de Janeiro – 1200 entrevistados entre 9 e 10 de maio.

1. A avaliação geral de Dilma: ótimo+bom 7,6%, e ruim+péssimo 71,6%.

2. Quando é feito o cruzamento com a Percepção da Inflação os resultados mudam.  Os que acham que a inflação anual é superior a 10% dão a Dilma 4,8% de ótimo + bom e 78% de ruim+péssimo. Os que acham que a inflação está perto de 10% dão a Dilma 6,5% do ótimo+bom e 72,2% de ruim+péssimo.

3. Porém, os que acham que a inflação está em 5% ou menos dão a Dilma 23% de ótimo+bom e 46% de ruim+péssimo.

4. Ou seja: elas por elas, a inflação no Rio está tirando uns 30 pontos da avaliação de Dilma.

5. Na intenção de voto para presidente, Aécio tem 26,8%, Marina 24,9% e Lula 19,4%. Da mesma forma cruzando a percepção da inflação com intenção de voto para presidente entre os que acham que a inflação é maior que 10% Aécio tem 27,9%, Marina 26,5% e Lula despenca para 13,5%. Entre os que acham a inflação está próxima de 10%, Aécio tem 33,9%, Marina 26,5% e Lula 15,6%.

6. Mas entre os que acham que a inflação está em 5% ou menos, Aécio tem 18,1%, Marina 17,1% e Lula dispara, tem 41,4%.

7. De forma geral, o crescimento da inflação tem impactado negativamente em Dilma e Lula. Ou seja, a inflação é um componente significativo da impopularidade de Dilma e Lula.

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REUNIÃO DA PARLA-ODCA!

O Democratas  esteve representados por dois deputados federais da Bahia, Elmar Nascimento e Paulo Azi, e pelo vice-presidente da ODCA Cesar Maia.

1. A ODCA (Organização Democrata-Cristã da América) reuniu no Panamá sua executiva e 20 parlamentares representando 12 países no dia 14 de maio. A reunião foi na sede do Parlatino. Ocejo, presidente da ODCA, sublinhou a importância de a ODCA construir uma rede de deputados nacionais para intercambiar experiências e atuar como bloco nos organismos internacionais de partidos políticos. O coordenador da Fundação Konrad Adenauer disse que a prioridade nos debates e publicação da FKA é a modernização e reforma dos partidos políticos e que a FKA tem uma revista que para estimular essas reflexões.

2. O presidente do PP do Panamá falou sobre reforma política e defendeu um semiparlamentarismo, citando o exemplo do Peru e da França. Falou da crise dos partidos políticos e da necessidade de uma legislação que os fortalecesse.

3. Senadora mexicana, vice-presidente do Parlatino, listou as chamadas leis-marco, ou seja, leis aprovadas no Parlatino e que servem de referência ou influência para os legisladores dos países participantes. Citou leis-marco aprovadas em relação ao meio ambiente, a questão genética, aos diretos humanos em especial das mulheres, crianças e indígenas, a segurança pública, saúde pública, etc. Os deputados que intervieram, a maior parte que representa seus partidos no Parlatino, acentuaram a falta de informação em tempo hábil para votarem essas leis-marco.

4. O ministro da presidência criticou o governo anterior que invadiu as competências do judiciário adotando práticas antidemocráticas e que o governo atual está redemocratizando  o Panamá. O deputado panamenho, presidente do Parlatino, lembrou que o Parlatino tem 50 anos e foi fundado por 3 parlamentares entre os quais o senador Nelson Carneiro do Brasil.  Que a sede no Panamá -um equipamento amplo e moderno- construído nos últimos anos, onde a reunião estava sendo realizada, custou 19 milhões de dólares e que a China foi fundamental ao dar a partida com 3,5 milhões de dólares. Os governos mexicano e panamenho contribuíram com 1 milhão cada. E que a sede saiu de S. Paulo por divergências entre o governo federal e o de S. Paulo.

5. Abriu-se o debate entre os parlamentares presentes sobre as ações da Parla-Odca. Decidiu-se trabalhar em 4 frentes. A agenda legislativa priorizando meio ambiente, segurança pública, educação e saúde pública. A reforma política. A comunicação entre partidos e sociedade. E a afirmação dos princípios.

6. Finalmente, a reunião foi encerrada com uma visita ao auditório plenário do Parlatino. No hall de entrada destacam-se os bustos dos fundadores -Nelson Carneiro entre eles- e na galeria de fotos de 40 estimuladores ganha destaque o deputado Ulysses Guimarães.

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A CRISE NO MERCADO IMOBILIÁRIO!

(Folha de SP, 19) 1. Com menos brasileiros dispostos a comprar imóveis, 6 das 13 maiores incorporadoras de capital aberto do país decidiram não lançar empreendimentos novos nos três primeiros meses do ano. A ausência de lançamentos de tantas empresas ao mesmo tempo num único trimestre não ocorria desde pelo menos 2007. A pesquisa considerou as incorporadoras brasileiras cuja receita líquida superou R$ 100 milhões no trimestre.

2. Além do recorde de incorporadoras sem lançamentos, as que ofertaram novas unidades decidiram reduzir o ritmo. No total, o grupo ofereceu ao mercado menos 14.662 imóveis, uma queda de quase 57% ante os três primeiros meses de 2014.   Após a onda de aberturas de capital na Bolsa, entre 2006 e 2007, as incorporadoras investiram pesado em lançamentos. Capitalizadas, tentavam aproveitar o momento de bonança econômica.

3. A velocidade de vendas, contudo, começou a cair de 2012 para cá, e a desistência de clientes, os chamados distratos, a aumentar. Quando isso acontece, a empresa tem de investir em propaganda e equipe de vendas até encontrar um novo interessado, o que aumenta seus custos.  Com a economia parada, o problema agravou-se neste ano. Se por um lado a confiança dos consumidores caiu, por outro o governo restringiu o acesso ao crédito.

4. Estudo do Secovi-São Paulo, sindicato das empresas do setor imobiliário, mostrou que há 27.471 unidades à espera de comprador na capital paulista. Considerando o tempo médio de venda neste ano, seriam necessários três anos e dois meses para que todas fossem adquiridas.

5. Das 13 analisadas, só MRV, Gafisa e Eztec tiveram resultado melhor que o do início de 2014. Três delas registraram prejuízos (PDG, Brookfield e João Fortes). O lucro das 13, no total, caiu mais de R$ 400 milhões.  Para a Moody’s, o setor lançará menos e terá queda de 10% nas receitas.