21 de outubro de 2014

AGRESSÕES ENTRE CANDIDATOS JÁ NÃO RENDEM MAIS! AGORA VALE A CAPILARIDADE E O BOCA A BOCA!

1. As agressões já deram o que tinham que dar. Mais do que atingirem a imagem de um e de outro, distribuíram aos eleitores os argumentos para que defendam seu candidato ou ataquem o adversário. Com isso, o processo de convencimento e desconvencimento pelo boca a boca entre as pessoas acelerou muito. E tornou-se decisivo.

2. E, com isso, a volatilidade do voto que já era grande, aumentou mais. No final da segunda semana de outubro –11/12- ocorreu uma aceleração das intenções de voto pró-Aécio.  Nos três dias seguintes ocorreu uma acomodação e o retorno aos patamares anteriores com 2 pontos de diferença.

3. Mas esta acomodação deve ser dissecada por dentro, através dos cruzamentos clássicos, dos cruzamentos regionais, por religião… Além disso, aquelas informações/agressões que têm potencial para produzir fluxos e argumentos devem ser testadas por pesquisas qualitativas focalizadas nos temas.

4. Para isso, há que se trabalhar com hipóteses. A primeira é sobre a região mais sensível a esse boca a boca e decisiva eleitoralmente nas atuais circunstâncias. Naturalmente é a região Sudeste, não só pelo peso eleitoral de 43%, mas pelo fato que é onde esse boca a boca tem produzido mais oscilações e o uso das redes sociais é mais intenso. a) No Rio –onde estão as estatais- analisar esses fluxos.

5. b) Nas três periferias metropolitanas –SP, BH e Rio- analisar os fluxos relativos à insegurança que possa sensibilizar os menos integrados socialmente. c) Em S.Paulo checar o impacto sobre os incluídos que trabalham com carteira assinada, recortando os de classe média baixa. d) E, finalmente, o boca a boca entre os jovens nas maiores cidades.

6. Alguns podem dizer que faltam poucos dias e não dá mais tempo. Dá sim. Como as pesquisas qualitativas são feitas sistematicamente pelas candidaturas, é questão apenas de direcionamento imediato. E, claro, reler as pesquisas qualitativas feitas desde o início do segundo turno, recortando estes três fatores citados.

7. Ninguém melhor que as equipes dos candidatos para valorizar essa necessidade. Afinal, as pesquisas diárias –tracking- os têm deixado desorientados.  É urgente, portanto.

8. Este Ex-Blog tem usado todas as pesquisas que tem acesso –divulgadas ou não- e não se espanta com diferenças aparentemente absurdas como a do Sensus e do Ibope/Datafolha, GPP e Vox Populi. Isso exige afinar a amostragem, além de ampliá-las no Sudeste e no Nordeste e dar suporte qualitativo para orientar as últimas declarações pela TV, os últimos programas e comerciais e os últimos debates.

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PRIMEIRA PESQUISA PARA PREFEITO DO RIO-2016 –GPP –18-19/10- 1.200 ENTREVISTAS!

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